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Garage Fuzz

#foda

httpv://www.youtube.com/watch?v=JTuHu5grbJY

httpv://www.youtube.com/watch?v=hnoYr8QdV5w

A cena mais bonita da Assembleia da ONU

Delegações com alguma vergonha na cara deixam o líder iraniano falando apenas para quem merece ouvir. De acordo com a Al-Jazeera, “After the Holocaust remarks, the US led a mass walkout. After a US diplomat who was in the assembly hall to monitor the speech left halfway through, the 27 European Union nations then followed in a coordinated protest move.”

httpv://www.youtube.com/watch?v=BQct8HUseuI

Uma visão pessimista do pós-revolta árabe

Hussein Agha e Robert Malley escrevem:

Revolutions devour their children. The spoils go to the resolute, the patient, who know what they are pursuing and how to achieve it. Revolutions almost invariably are short-lived affairs, bursts of energy that destroy much on their pathway, including the people and ideas that inspired them. So it is with the Arab uprising. It will bring about radical changes. It will empower new forces and marginalize others. But the young activists who first rush onto the streets tend to lose out in the skirmishes that follow. Members of the general public might be grateful for what they have done. They often admire them and hold them in high esteem. But they do not feel they are part of them. The usual condition of a revolutionary is to be tossed aside.

The Arab world’s immediate future will very likely unfold in a complex tussle between the army, remnants of old regimes, and the Islamists, all of them with roots, resources, as well as the ability and willpower to shape events. Regional parties will have influence and international powers will not refrain from involvement. There are many possible outcomes—from restoration of the old order to military takeover, from unruly fragmentation and civil war to creeping Islamization. But the result that many outsiders had hoped for—a victory by the original protesters—is almost certainly foreclosed.

Vale ler a íntegra na NYRB: “The Arab Counterrevolution“.

30 livros em 1 dia

Não tenho o pique do Pádua Fernandes para fazer um post por dia respondendo detalhadamente o questionário abaixo, mas quis respondê-lo ainda assim. Priorizei ficção.

Brevemente, de uma vez só:

*

Dia 01 — O livro mais querido de todos os tempos
Memórias de um gigolô, de Marcos Rey, em uma edição dos anos 90 do Círculo do Livro. Peguei o livro em uma biblioteca quando tinha 16 anos, e me apaixonei pela mulher na capa. Há uns 3 anos consegui em um sebo essa mesma edição, mas continuo atrás da mulher. Se alguém a conhece, peça para que me adicione no Facebook, por favor.

Dia 02 — Um livro que você não gosta
Cem anos de solidão.

Dia 03 — O livro favorito da sua infância
O mistério do cinco estrelas, de Marcos Rey.

Dia 04 — O primeiro livro que lhe fez chorar
Paisagem com neblina e buldôzeres ao fundo, de Eustáquio Gomes.

Dia 05 — Um livro que lhe faz sorrir
O púcaro búlgaro, de Campos de Carvalho.

Dia 06 — Um livro do seu autor favorito
O mestre de Petersburgo, Coetzee.

Dia 07 — Um livro que você odiou mas teve que ler para a escola
O guarani, de José de Alencar.

Dia 08 — O livro mais assustador que você já leu
1984.

Dia 09 — O livro mais triste que você já leu
Bloodlands: Europe between Hitler and Stalin, do Timothy Snyder.

Dia 10 — O clássico favorito
Dubliners, de James Joyce.

Dia 11 — O livro favorito com animais
Animal farm.

Dia 12 — O livro favorito de ficção-científica
Não curto muito FC, não tenho um favorito.

Dia 13 — Um livro que te faz lembrar de alguma coisa, um dia
Vastas emoções e pensamentos imperfeitos, do mestre Rubem, me faz lembrar do maravilhoso período em que eu estava descobrindo literatura séria e divertida.

Dia 14 — Um livro que te faz lembrar de alguém
Dangling man, do Saul Bellow.

Dia 15 — O livro favorito dos feriados e folgas
Qualquer coletânea do Hitchens.

Dia 16 — O livro favorito que virou filme
Lavoura arcaica, do Raduan Nassar.

Dia 17 — Um livro que é um prazer culpado
Nenhum.

Dia 18 — Um livro que ninguém esperaria que você gostasse
Grande Sertão: Veredas.

Dia 19 — O livro de não ficção favorito
Areopagitica: A speech of Mr. John Milton for the liberty of unlicensed printing to the Parliament of England. (1644)

Dia 20 — O último livro que você leu
The return of depression economics and the crisis of 2008, de Paul Krugman.

Dia 21 — O melhor livro que você leu este ano
Moral combat, de Michael Burleigh.

Dia 22 — Livro favorito você teve que ler para a escola
Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida.

Dia 23 — O livro que você leu mais vezes durante toda a vida
Disgrace.

Dia 24 — Sua série de livros favorita
A série “Nêmesis” do Philip Roth – Everyman, Indignation, The humbling, Nemesis.

Dia 25 — Um livro que você odiava mas agora ama
Ulysses, do Joyce. “Amo” não, mas acho que vou acabar amando.

Dia 26 — Um livro que lhe faz adormecer
A hora da estrela, da Clarice Lispector.

Dia 27 — A história de amor favorita
hum… Indignation?

Dia 28 — Um livro que você pode citar de cor
Isso não existe.

Dia 29 — Um livro que alguém leu pra você
Orelhinha orelhudo, sabe nada sabe tudo – sim, faz tempo.

Dia 30 — Um livro você ainda não leu mas quer
Os demônios, do Dostoiévski, em russo – Бесы. Não li, quero ler e provavelmente nunca lerei :-(

De passagem

Spengler called for a new elite to rise up in Germany, made up of young people who ignored “worthless political verbiage” and who “are capable of grasping what is potent and invincible in our nature, and who are prepared to go forward, come what may.”

Spengler’s vision of a new nationalist socialism became almost as influential as his Decline of the West. Spengler himself noted that it found a strong following among younger politicians and industrialists. Moeller van den Bruck borrowed from it heavily (just as Spengler had borrowed from Moeller’s earlier The Prussian Style) and argued in a similar vein that a future “third German Reich” must be socialist, in the sense of enjoying a self-sacrificing organic unity as well as being an enemy of decadent capitalism. A militant and military socialism now loomed as the great signpost for the German future. Ernst Jünger wrote a political tract with a strikingly Marxist title, The Worker, which pointed to the affinities between workers ans soldiers as cooperative builders of the future. Spengler very much praised Jünger’s work, and soon the strong and virtuous worker was no longer a rallying symbol of the Marxist left, but of the radical right.

- Arthur Herman, The idea of decline in Western history (1997)

Este blog tem algum leitor dedicado nos States?

Se alguém puder pegar a New Republic especial (abaixo) na banca mais próxima e me enviar, agradeço (e mando o dinheiro pra sua conta). Me dá um toque aqui: http://www.amalgama.blog.br/contato/

E agora voltamos à nossa programação normal

de um dos melhores discos do ano passado:

httpv://www.youtube.com/watch?v=JNMlD4TZfF4

Eu entendo a reação de certa esquerda aos acontecimentos na Líbia

Trípoli nem caiu ainda completamente (ou já?), mas certa esquerda já começou a temer (torcer para) que a Líbia seja o “próximo Iraque”, querendo dizer com isso um mar de sangue antes de estabilização. E já começou a relembrar que a Líbia tem uma das maiores reservas de petróleo do planeta, informação de que os líbios que deram as boas-vindas à OTAN e portam bandeiras da França infelizmente careciam.

A Grande Teoria Petrolífero-Imperialista é o que dá oxigênio à militância.

Essa esquerda vibrou com a queda do ditador tunisiano e do ditador egípcio, aliados do Ocidente. Mas quando os líbios e os sírios começaram a querer derrubar seus ditadores, a coisa perdeu um pouco da graça entre alguns grupos. Observem, por exemplo, a diferença de cobertura que a TeleSur, tevê-privada de Hugo Chávez, dedicou à queda de Mubarak e à queda de Kadafi (ou à atual matança na Síria). Se você acha que esse tipo de cobertura-torcida não tem trânsito entre pessoas sãs, você precisa ler seus feeds e Twitter com mais atenção.

Quanto à Líbia, no começo da revolta até me apareceram com uma foto da Condoleezza Rice se reunindo com Kadafi, mas logo que souberam que a relação fez o ditador desistir de seu projeto nuclear e não rendeu mais petróleo pros EUA, deixaram pra lá. Kadafi desistiu de suas ambições nucleares com medo de ter destino parecido ao de Saddam – o que, se os rebeldes o pegarem antes de embarcar pro exílio, pode não ter servido de nada.

É que a queda da ditadura líbia, assim como a queda da ditadura iraquiana (a mais sanguinária de todas) 8 anos atrás, teve participação externa. Para a esquerda “anti-imperialista”, imperialismo, claro, é o que de pior pode haver. E ações imperialistas, como ensinou um assassino qualquer do século 20, são o estágio superior do capitalismo. Daí que uma intervenção nos Bálcãs desconcerta.

Para a Grande Teoria, há povos oprimidos em todo o mundo e países ricos responsáveis direta ou indiretamente (através de ditadores amigos) pela sua opressão. Que haja opressores com ideologia e trajetória alheias ao Ocidente, ou que uma aliança contendo Europa e EUA possa intervir com genuíno interesse em propagação democrática, é algo que não existe no universo ideomaníaco.

Cenas como essa:

ou essa:

são completamente alheias à doutrina.

Então, enquanto líbios, egípcios, sírios e outros nacionais lutam para conseguir, entre outras coisas, democracia parlamentar e progresso econômico, setores da pequena burguesia ocidental preferem torcer para que a intervenção da OTAN se mostre no final das contas um fracasso. Sem isso, seu pequeno mundinho não fará sentido.

Hoje à noite, em uma esquina de Trípoli há mais inteligência e esperança para a humanidade do que em uma dúzia de sites “progressistas”.

No mais, leia também esse post do Cesar: “Esterilidade e repetição na mídia de esquerda“.

Mundo doido

Se o século XXI vai ser o século chinês, é uma questão aberta.

Emir Sader, jornalista e tiranófilo, em “O século XXI será chinês

*

A propósito, há na minha wishlist alguns livros sobre a China e o mundo, livros que vocês me darão antes do final do ano.

In the jaws of the dragon: America’s fate in the coming era of Chinese hegemony, de Eamonn Fingleton (2008)
The Beijing Consensus: How China’s authoritarian model will dominate the twenty-first century, de Stefan Halper (2010)
The Party: The secret world of China’s Communist rulers, de Richard McGregor (2010)
A contest for supremacy: China, America, and the struggle for mastery in Asia, de Aaron L. Friedberg (2011)

Idiots are taking over

Quando o sujeito não pode mais abraçar o pai em público porque podem acabar ambos agredidos por homofóbicos, é hora de tocar NOFX.

httpv://www.youtube.com/watch?v=KGOhFwL12Eg