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Uma leitura espirituosa do Livro dos Espíritos

Quando você não tem nenhum bom livro pra ler, o que lê? Nada? Eu não consigo. O Luis Fernando Verissimo tem uma crônica em que, desesperado, apela pra uma lista telefônica, um negócio assim. Particularmente e pessoalmente, prefiro os livros sagrados. Nesses interregnos em que a leitura acumulada foi zerada e os correios decidem se vêm entregar o que falta ou levam para usufruto próprio, sempre me pego percorrendo a Bíblia, ou alguma biografia ou autobiografia de santo ou religioso de status menor. Estou pelas páginas do Livro dos espíritos, do senhor Allan Kardec.

Caso você nunca tenha percorrido esse livro fundamental do espiritismo: trata-se de uma série de perguntas e respostas sobre os temas que mais são caros à doutrina, o que vai da poligamia à química dos cristais. Como da última vez que havia pego esse livro me vi sendo instruído sobre a “perfeição moral”, desta feita fui às páginas iniciais, com nada menos que as “provas da existência de Deus”.

Pode ser que essa oportunidade não surja novamente, então vamos lá. Cada pergunta-resposta do Livro vai seguida de uma observação deste blogueiro materialista limitado.

*

– Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
– Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e vossa razão vos responderá.

Por exemplo, a causa de terremotos no Haiti e da existência da bactéria M. leprae. (Vocês não estavam pensando que as causas eram naturais, estavam?) E não há efeito sem causa? Pois muito bem, qual a causa de Deus? Se é mesmo no axioma das “vossas ciências” que a prova pode ser encontrada, ele não expressa que Deus seja uma exceção.

Não é mais fácil o universo ter se expandido do nada ao complexo (em constante criação e destruição) do que ter surgido do nada um ser complexo a ponto de criar um universo complexo?

– Que consequência se pode tirar do sentimento intuitivo que todos os homens carregam em si mesmos da existência de Deus?
– Que Deus existe! Porque de onde lhe viria esse sentimento se ele não repousasse sobre nada? É ainda uma consequência do princípio de que não há efeito sem causa.

Nenhuma crença ou juízo repousa em nada, fato. Alguns repousam em preconceito, outros em pura ignorância. Durante a maior parte da existência da nossa espécie, tivemos não apenas a intuição, mas a certeza, de que a Terra era o centro do universo. Em outros períodos, de que colheitas eram perdidas por causa das presepadas de bruxas e gnomos.

E o que é mais: nem todos os homens carregam em si a crença em Deus. Uns acreditam que estamos em um gigantesco jogo virtual. Outros, que há uma assembleia de deuses, e não um só deus. Pela lógica do Livro dos espíritos, adivinhe – essas duas crenças não estão repousadas em nada, logo o gigantesco jogo virtual e a assembleia de deuses existem.

– O sentimento íntimo, que temos em nós mesmos, da existência de Deus, não seria o fato da educação e o produto de ideias adquiridas?
– Se assim fosse, por que os vossos selvagens teriam esse sentimento?

Vocês não pensavam que os “selvagens” fossem capazes de ter educação e transmitir conhecimento adquirido, pensavam? Mas ainda resta o problema da mitologia indígena não bater muito com a mitologia cristã. Segundo os tupi-guaranis, por exemplo, Tupã, o Deus-Sol, desceu ao Paraguai e foi a partir dali que criou não apenas o resto do planeta, mas também o céu e os astros. Jesus discordaria – “Paraguai?! Raça de víboras!”

– Poder-se-ia encontrar a causa primeira da formação das coisas nas propriedades íntimas da matéria?
– Mas então qual seria a causa dessas propriedades? É preciso sempre uma causa primeira.

Vocês lembram aquele episódio do Chaves em que o Seu Madruga pergunta ao Chaves, “Você não sabe que apenas os idiotas respondem uma pergunta com outra pergunta?”? Isso nem sempre é verdade. Mas às vezes é. Por que a resposta acima não abre com um “Não”? Seria porque é embaraçoso sugerir que a causa de cada “coisa” (incluída a primeira, ou as primeiras) pode ser encontrada além de suas propriedades materiais?

E qual foi a causa de Deus?

– Que pensar da opinião que atribui a formação primeira a uma combinação furtuita da matéria, isto é, ao acaso?
– Outro absurdo! Que homem de bom senso pode olhar o acaso como um ser inteligente? Aliás, que é o acaso? Nada.

Você já encontrou alguém que vê o “acaso como um ser”? Eu, nunca. O acaso é o acaso. E também não é verdade que ele seja “nada”. Tem participação na formação de matérias com propriedades particulares, e isso é algo que nem mesmo o Livro nega (páginas à frente: “A química nos mostra as moléculas dos corpos inorgânicos unindo-se para formarem cristais de uma regularidade constante, segundo cada espécie, desde que estejam nas condições desejadas”). A evolução do mundo natural não se dá principalmente pelo acaso, se dá por adaptação, mas a “formação primeira” muito provavelmente foi sim obra do acaso. Pelo menos até prova em contrário, prova do tipo que valha ao menos o preço do Livro dos espíritos.

– Onde se vê, na causa primeira, uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências?
– Tendes um provérbio que diz isto: pela obra se reconhece o artífice. Pois bem! Olha a obra e procurai o artífice. É o orgulho que engendra a incredulidade. O homem orgulhoso não vê nada acima dele e é por isso que ele se chama de espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!

Parafraseando meu amigo Otávio: O Ministério da Saúde adverte: excesso de exclamações comprova a verdade de uma afirmação, seja ela qual for. Mas olhemos a obra, olhemos a obra. Uma fatia dela: cerca de 99,9% de todas as espécies que já habitaram este planeta foram extintas. A explicação de nós de espírito forte é: as espécies se extinguiram por causas meramente naturais – não se adaptaram a condições adversas do meio (e no caso de tragédias como a que se abateu sobre os dinossauros, nem teriam como) ou à competição por espaço e recursos com outras espécies. Para os espíritas e demais cristãos, esse cenário de vasto sofrimento e desperdício de energia é mais uma oportunidade para se reconhecer o artífice pela obra – uma tarefa inglória, se o artífice deve no final das contas ser algo digno da sua atenção e adoração.

Quando ao orgulho engendrar a incredulidade, só nos resta rir:

-- Um quadrinho Jesus and Mo, traduzido pelo Index e reproduzido com autorização --

-- Um quadrinho Jesus and Mo, traduzido pelo Index e reproduzido com autorização --

26 Comentários on “Uma leitura espirituosa do Livro dos Espíritos”

  1. #1 carlos anselmo
    on Feb 8th, 2010 at 10:40 am

    salve, daniel,

    o mais hilário da obra do alan kardec é tentar, creio eu, unir visagens e assombrações com o positivismo do comte em pleno século dezenove.
    é por isso que os espíritas, inclusive o xavier, falam tanto na pretensa ciência daqueles que habitam o além. por favor, vá as páginas quando o autor discorre dos habitantes de outros planetas. é de matar de rir!

    o interessante, também, é que após ser criado na frança, o espiritismo só frutificou, principalmente, no brasil. será que o lema positivista de ordem e progresso da bandeira tem algo a ver com isso? eu, hein?

    abçs

  2. #2 daniel
    on Feb 8th, 2010 at 11:22 am

    Carlos,

    Anotei a dica. Da próxima vez que pegar o Livro, será para ler sobre os habitantes extra-terrestres. Se render outro post, a culpa é tua :-p

    Abs.

  3. #3 Camila
    on Feb 9th, 2010 at 9:48 am

    Não consegui ler o livro inteiro, porque é repleto de preconceitos elitistas e raciais [no mínimo].
    Fala absurdos como “os selvagens devem aprender com as pessoas civilizadas” [ou seja, as européias], dentre outros pontos de vista que eram em voga na época.
    Logo, supondo que os ditos “espíritos superiores” tivessem respondido aos questionamentos de Kardec, as falas desses “espíritos” seriam, logo, mais “avançadas” e superiores do que o que está escrito ali. Ou seja, quem escreveu o livro foram seres humanos, com bases na “ciência” humana. Não tem nada de “sobrenatural” ali.

    E o livro fala de cristais?! hauhauhauha

    carpe diem

  4. #4 daniel
    on Feb 9th, 2010 at 12:02 pm

    Camila,

    Também nunca li inteiro. Vou lendo aos pedaços mesmo, um pouco do fim, do meio, do começo. Fala dos cristais, sim, é um verdadeiro balaio de gatos.

    Às ordens.

  5. #5 leocruzsouza
    on Feb 10th, 2010 at 3:39 pm

    Oi Daniel,

    Ainda bem que existem pessoas como você para fazerem esse trabalho sujo (mas deveras necessário) de se aventurarem em leituras estranhas e contarem o conteúdo pra gente.

    Nunca li o Livro dos Espíritos. O que você mostrou dele, e o que a Camila falou aí acima, não me motivam nem um pouco a colocá-lo na frente de um punhado de livros que quero ler.

    Dos livros que pautam a fé das pessoas, li apenas a Bíblia, mas de cabo a rabo (confesso que a estou relendo…).

    Enfim, siga firme no seu bom combate. Sou seu leitor assíduo, embora comente pouquíssimo (vou tentar ser mais presente, mas primeiro tenho que pedir ao meu orientador; é ele que manda em mim até 2011).

    Parabéns pelo blog e pelos seus textos.

    Abraço

    Lelec

  6. #6 daniel
    on Feb 10th, 2010 at 3:50 pm

    Valeu, Leo!

    A Bíblia confesso que só li aos pedaços. Admiro aqueles que, como você, já leram de cabo a rabo. Até já me programei mais de uma vez, mas tem concurso pra ir fazendo, conta pra ir pagando, tem que levar os gatos no veterinário, aí vou adiando. Mas acredito que poucos livros divertem tanto em tão poucas páginas quanto o Livro dos Espíritos. Você devia folheá-lo.

    No mais, dê uma rasteira no seu orientador e venha mais vezes por aqui.

    Às ordens.

  7. #7 leocruzsouza
    on Feb 11th, 2010 at 3:06 am

    Ôpa, fugi do meu orientador só para contar mais uma coisinha.

    Como sabe, moro na França. Já faz 4,5 anos. Às vezes, conversando com as pessoas, comento que o kardecismo é popular no Brasil. O mais engraçado é que os franceses nem conhecem, quase não ouviram falar do conterrâneo deles que fundou o espiritismo. Mal sabem o que é espiritismo.

    O túmulo de Alain Kardec, no cemitério Père Lachaise, está sempre coberto de flores e de cartas, e sempre há muita gente perto do túmulo. Nas vezes que fui ao cemitério, vi que a esmagadora maioria das pessoas que fica no túmulo de Kardec são turistas brasileiros. Franceses não o visitam.

    Nem no país em que nasceu, Kardec é levado a sério.

    Coisas do Brasil.

    Turista brasileiro no Père Lachaise vai visitar Alain Kardec. Todos os outros vão render homenagem a Oscar Wilde, Proust e a Jim Morrison. Eu prefiro ir com a segunda turma.

    Abraço!

  8. #8 Bruno
    on Feb 12th, 2010 at 5:30 pm

    Bicho, esse texto reproduzido no Bule Voador deu pano pra manga….hehehe

    Olha lá:

    http://bulevoador.haaan.com/2010/02/10/uma-leitura-espirituosa-do-livro-dos-espiritos/#more-7278

    Abraço.

  9. #9 daniel
    on Feb 12th, 2010 at 5:34 pm

    Vi lá, Bruno. Não vou entrar na discussão por pura falta de tempo.

    Valeu pelo toque ;-)

  10. #10 Bruno
    on Feb 12th, 2010 at 5:48 pm

    Nem entre… Não vale a pena…hehehe

  11. #11 Sérgio Luiz Araújo Silva
    on Feb 14th, 2010 at 9:18 am

    Toda explosão tem que ter elementos pra existir não é mesmo? Não se pode gerar uma explosão do nada, certo?

    Para a Física Quântica a teoria mais aceita para o “antes do Big Bang” é o choque de dois universos paralelos, quem sabe esses dois universos tãmbém não surgiram assim, não é mesmo. Se penrsar-mos assim onde começou tudo afinal?

    Não seriam estes universos paralelos universos mais sutis, que a ciência ainda não foi capaz de detectar. O fato de não perceber algo não torna este algo inexistente. As bacterias não “existiam” para os nossos antepassados, os raios infra vermelho “não existiam”, assim como o raios ultra violeta, o ultra som, as ondas de rádio, a radioatividade. Á medida que ciência foi evoluindo mais, começou a perceber no “invisível” coisas que pareciam de fato não existir. Porque não poderia haver vida em uma dimensão diferente, assim como ondas de rádio viajam pelo espaço e atravessam paredes sólidas trazendo ideias, porque a vida também não poderia existir num meio similar?

    Se você pedir a analfabeto para defender um inocente em um tribunal, o fato de ele não poder lhe provar a inocência com bons argumentos faz do acusado um culpado.

    Desconsidere qualquer livro e detenha sua razão sobre estes argumentos, mas indico um texto bem interessante sobre o assunto neste link:
    http://www.scribd.com/doc/17216133/O-Efeito-ISAIAS

  12. #12 daniel
    on Feb 14th, 2010 at 10:52 am

    É, poderia haver uma dimensão diferente. A Terra pode estar nas costas de uma tartaruga. Pode haver espíritos, Ressurreição, avançadas civilizações extraterrestres e gnomos. No entanto, até não me provarem a existência de cada um deles como me provaram a existência dos raios ultra violeta, vou tomar o cuidado de não pagar nenhum dízimo. E vou continuar a me divertir com quem afirma um credo baseado em eventos para os quais não tem prova alguma.

    Às ordens.

  13. #13 leocruzsouza
    on Feb 17th, 2010 at 6:28 pm

    Sérgio:

    Sim, a história da ciência tem inúmeros exemplos de fatos hoje sobejamente conhecidos (como as bactérias) que eram absolutamente desconhecidos antes de termos desenvolvido instrumentos adequados para percebê-los como fenômenos biológicos (ou físicos, etc).

    Curiosamente, antes que houvesse instrumentos para observar um dado fenômeno, as pessoas também especulavam sobre teorias fantasiosas que pudessem explicá-lo.

    Assim, antes da descoberta dos raios UV, as queimaduras solares eram compreendidas como ações de um deus Sol raivoso, ou coisa parecida. Mas, depois que foi possível a aferição dos raios UV, caíram por terra teorias mitológicas. É claro, até que se tivesse um aparelho adequado, não havia nada (além da lógica e do bom senso) que “provasse” que a explicação do deus Sol fosse correta.

    A explicação evocada sobre o tal choque de “universos paralelos” enquadra-se nessa categoria de explicações. Certo, o fato de não dispormos de aparelhos para perceber tal fenômeno não garante que ele não exista. Afinal, ensina a lógica, “inexistência de provas não é prova de inexistência”.

    Mas note bem: não temos também nenhum instrumento capaz de detectar o casal de salamandras unicórnicas aladas e invisíveis que, creia-me, criaram todos os prótons na primeira vez em que copularam.

    Um dia, talvez, a física e a astrofísica descubram uma nova partícula energética, ou alguma outra coisa observável e quantificável, que explique o que antecedeu o Big Bang. Se isso acontecer, especulações fantasiosas em torno de choque de “universos paralelos” cairá como um dia caiu a explicação do deus Sol que fica nervosinho e causa queimaduras.

    Mas, talvez, a ciência nunca encontre explicações sobre o que deflagrou o processo de criação do universo. Nesse caso e, enquanto isso, imaginar teorias que não podem ser testadas não ajuda em nada na compreensão do fenômeno. Como escreveu Karl Popper, “uma teoria que não pode ser testada não é uma boa teoria”.

    Essa teoria sobre o choque de universos não tem como ser testada. Não vale, não merece mais respeito do que a teoria das salamandras, que também não tem como ser testada.

    Arrume outra teoria. Testável, de preferência.

  14. #14 Sérgio Luiz Araújo Silva
    on Feb 18th, 2010 at 10:11 am

    A explicação para antes do Big Band na qual se fala em universos paralelos é mais aceita pela Ciência, não é uma explicação do espiritismo:
    http://video.google.com/videoplay?docid=1157771380216972191#

  15. #15 Claudia Baroni
    on Feb 18th, 2010 at 12:03 pm

    “E vou continuar a me divertir com quem afirma um credo baseado em eventos para os quais não tem prova alguma.”

    É exatamente esse tipo de postura que rende a nós, ateus, a pecha de arrogantes e intolerantes. Por mais que seu objetivo não seja mudar a cabeça de ninguém, essa sua atitude só faz com que os religiosos se “encastelem” cada vez mais com suas crenças e, pior, fornece a justificativa que eles precisam para desacreditar as reivindicações dos grupos ateus.

    As crenças acerca da natureza de Deus que os espíritas possuem não afetam a vida de quem não e espírita, logo, textos como este aqui não geram nenhuma discussão produtiva.

    Pensamento crítico não é algo que se incentive através do escárnio e, com isso, você consegue exatamente o efeito contrário.

    Antes de criticar a capacidade de discernimento alheia, aconselho que você faça uma revisão da sua.

  16. #16 daniel
    on Feb 18th, 2010 at 12:14 pm

    Há alguns textos sérios por aqui (eu acho), e há humor. You’re welcome.

  17. #17 leocruzsouza
    on Feb 18th, 2010 at 3:11 pm

    Oi Sérgio,

    Vi o vídeo. Interessantíssimo, muito obrigado.

    Não tenho condições intelectuais de avaliar o conteúdo científico do vídeo.

    Contudo, parece-me claro, julgando pelos depoimentos dos físicos que participaram do documentário, que a idéia do choque de universos paralelos como origem do nosso próprio universo está longe de ser consensual na comunidade científica.

    Há que se aguardar novos estudos.

    Por fim, sinalizo que eu não disse, em momento algum, que o tal “choque de universos paralelos” é uma idéia que veio do espiritismo.

  18. #18 Arrogante | Index
    on Feb 18th, 2010 at 4:27 pm

    [...] gentil da parte de uma colega atéia vir lá do Bule Voador, onde meu post sobre o Livro dos espíritos foi reproduzido, e dizer que é por conta de posturas como a minha que [...]

  19. #19 Alex
    on Feb 19th, 2010 at 8:05 pm

    Sergio,

    pergunte a algum desses físicos o que eles acham de ver uma teoria baseada em universos paralelos (um conceito bem recente da física) utilizada para aventar uma possível explicação sobre ‘mundos espirituais invisíveis’… provavelmente ouviria uma grande risada…

  20. #20 Iuri
    on Feb 26th, 2010 at 1:52 pm

    Alex,

    Você pode perguntar a muitos físicos o que eles acham de supostamente um ser superior ter criado o universo. Muitos deles darão risadas também. Porém, esta INEXISTÊNCIA DE DEUS será APENAS uma opinião pessoal de cada um deles.

    A INEXISTÊNCIA de uma inteligência superiora, criadora de todo o nosso universo, não era o que Einsten, o físico mais brilhante de todos os tempos, acreditava. Einsten só não acreditava nas religiões existentes porque eram dogmáticas.

    Por tanto, o fato de físicos rirem de alguma teoria, não é argumento para justificar a afirmação de que tal teoria seja inválida. Uma teoria só pode ser considerada inválida quando ela contradiz algum conhecimento.

    A teoria filosófica da existência do chamado ‘plano espiritual’ é baseada em eventos difícies de serem reproduzidos em laboratório.

    Não vou entrar no mérito desses eventos uma vez que eles podem, em muitos casos, serem charlatanismo ou simplesmente um problema psíquico do chamado “medium”. No entato, quem já teve contato como eu tive com esses eventos, sabe muito bem que a Ciência não só os ignora como também dá explicações que não fazem sentido a quem experimentou tais eventos.

    Já li diversas teorias como “comunicação com pessoas do futuro”, “telepatia”, “materialização” e nenhum delas explica como uma duas pessoas podem ver algo simultaneamente enquanto outras três presentes na mesma sala não veêm.

    Também não explicam como uma pessoa pode, simplesmente mentalizando o nome de uma terceira pessoa, saber detalhes da vida íntima dela, de maneira DETALHADA (e não genérica, como fazem os charlatões) e ESPECÍFICA.

    Também não explicam os eventos de Experiência de Quase Morte, onde a pessoa “morta que depois volta a viver”, tem parada cerebral (cérebro sem atividade alguma), morte de alguns tecidos e quando “retorna”, conta detalhes do que aconteceu em volta de seu corpo enquanto estava no “coma”. Vejam este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=YymBcqkBCSg

    Existem ainda poucos casos como estes documentados, pois se é difícil é de o evento ocorrer, mais difícil ainda é que os médicos estejam preparados para registrar tal evento. Em geral, os médicos estão na atividade de salvar vidas e não de documentar eventos como este.

    No mais, quanto ao Espiritísmo, o próprio Kardec escreveu no Livro dos Espíritos que se alguma linha ali dito estivesse em contrário a algum conhecimento científico, que desconsiderassemos tal afirmação do livro e levassemos em conta o que diz a Ciência. Por tanto, só há dogmatismo para quem de fato não conhece o Espiritísmo.

    abraços a todos

  21. #21 Mauro
    on Apr 2nd, 2010 at 5:57 pm

    1- Para ler e enteder o livro dos Espíritos tem que estar desarmado de todos os PRECONCEITOS.
    2- Procurar ENTENDER que as obras de Kardec foram transmitidas pelos Espíritos superiores sim.
    3- Sabendo das nossas limitações intelectuais, que SÃO muitas, sem falar das MORAIS, eles usaram de forma mais simples a maneira de se comunicarem. E olha que mesmo assim tem muita gente que não entende a Bíblia, muito menos as Obras de Kardec.
    4- Para entender a Bíblia é preciso estudar a Doutrina Espírita. Só assim deixarão de ser ludibriados pelos falsos profetas.
    5- Além do Livro dos Espíritos, leiam também o Evangelho Segundo o Espiritismo, lá vocês encontrão a verdadeira elucidação da Bíblia Sagrada.
    6- “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO” Um abraço e fiquem com DEUS.

  22. #22 @charmpenellope
    on Apr 21st, 2010 at 9:47 pm

    Química dos cristais? #PUTZ

  23. #23 Diego Maia Borges
    on Jul 13th, 2010 at 9:56 am

    Meu comentário já corrigidos os erros de português.

    Amigos, realmente gostaria de ver argumentos plausíveis para negação de qualquer teoria religiosa, mas quanto mais eu procuro entre os “ateus” explicações sobre a vida que sejam mais racionais e cabais que as explicações dos religiosos, mais eu encontro pessoas tão inseguras e pretensiosas quanto aos seguidores de religiões.
    Concordo que as teorias religiosas usam da irracionalidade e muitas vezes da fantasia, porém o intuito final deles não é diferente do dos “ateus”. Dizer que tudo venho do nada, que o universo foi obra do acaso, que somos um monte de átamos que, graças ao nada, choramos, andamos, sorrimos, falamos e sentimos, é em essência igual ao fanatismo religioso, pois precisa de FÉ CEGA. Neste caso não em um ser superior, ou em um universo paralelo, mas na CIÊNCIA, como se essa não afirmasse absurdos e não cometesse equívocos colossais como os que a história da humanidade nos mostra que ocorreram.
    Como já foi dito por muitos amigos as elucidações científicas vem século pós seculo, destruindo fantasias religiosas. Porém seria fantasia também pensar que todas estas equações científicas descobertas, foram também obras do acaso. Salvo algumas exceções, os cientistas que provaram com determinado experimento que sua teoria era a mais aceitável, antes que tal prova surgisse se ampararam na FÉ, pois acreditavam em algo que os demais cientistas diziam ser impossível baseado na ciência e no conhecimento em voga.
    MEUS AMIGOS, A CIÊNCIA E O MATERIALISMO AO LONGO DO TEMPO ENSINOU UM PRECEITO IMPORTANTÍSSIMO AOS RELIGIOSOS: A FLEXIBILIDADE, OU SEJA O FIM DAS VERDADES ABSOLUTAS, POIS HOJE, NA CIÊNCIA, NÃO EXITEM VERDADES E SIM HIPÓTESES MAIS ACEITÁVEIS. PORÉM, ALÉM DOS RELIGIOSOS NÃO INCORPORAREM EM SUAS DOUTRINAS O FATO DE QUE NADA É ABSOLUTO, INFELIZMENTE, MAS INFELIZMENTE MESMO, OS MATERIALISTAS E CIENTISTAS FIZERAM O CAMINHO INVERSO E INCORPORARAM EM SUA MORAL UMA CARACTERÍSTICA DOS FANÁTICOS RELIGIOSOS: A INFLEXIBILIDADE. POIS A CIÊNCIA ATUAL, PRINCIPALMENTE A CIÊNCIA QUE É A “BÍBLIA” DOS CÉTICOS, NOS DIZ QUE TUDO NA CIÊNCIA É RELATIVO E QUE TODAS AS VERDADES SÃO SOMENTE HIPÓTESES MAIS ACEITAS, EXCETO, E AÍ VEM A CONTRADIÇÃO, EXCETO A EXISTÊNCIA DE UM DEUS, QUE ME PARECE SER A ÚNICA VERDADE ABSOLUTA DA CIÊNCIA PARA OS ATEUS.
    Penso eu que tanto “ateus” quanto “religiosos” partilham os mesmos pés de barro, que é a crença em verdades inalcansáveis, pois assim como é improvável que a ciência prove cabalmente a existência de Deus, tão ou mais improvável é que um dia se chegue ao consenso científico de que a hipótese de Deus é impossível.
    Assim sendo amigos, como dizia Nietzsche em “ASSIM FALOU ZARATUSTRA”:- Eu sou aquele que chama para fora do rebanho.
    Pois os “ateus” estão no mesmo rebanho dos religiosos, o rebanho que idolatra uma verdade absoluta e faz escárnio e desdém do que está fora de sua “verdade”. Enquanto uns acreditam piamente na existência de Deus, outros acreditam tão piamente na sua inexistência.
    O ser humano busca a verdade sempre, mas isso não quer dizer que ele a encontrará.
    Embora não tivesse o intuito de tocar no aspecto moral, penso quão difícil deve ser para um “ateu” entender o sentimento do amor e da compaixão, afinal a ciência não explica como o carbono que compõe o grafite e o diamente possa chorar a morte de um filho. Pois nós que nos apaixonamos, odiamos, rimos e choramos somos um emaranhado de compostos orgânicos feitos principalmente de carbono.

    Um abraço a todos. Tenham bons questionamentos.

  24. #24 Angelina Rodrigues
    on Aug 7th, 2010 at 10:38 am

    Oi Daniel, tudo bem?
    Nem bem completei meus 14 anos e meio e tenho uma palestra a preparar, seu site me ajudou muito no conteúdo da palestra.
    Brigada, continue postando seu conhecimento aqui que agora eu volto toda semana =)
    Beijos

  25. #25 Proselitismo ateu
    on Dec 4th, 2010 at 11:26 pm

    Deus existe.
    Deus não existe.

    O fato é que não existe prova definitiva para nenhuma das duas afirmativas. Todavia, os crentes ATEUS e TEÍSTAS acreditam firmemente na sua própria interpretação dos fatos.

    Os crentes religiosos reconhecem que expressam convicções embasados, ao menos parcialmente, na FÉ.

    Mas os crentes ateus não reconhecem que expressam convicções atéias embasados na FÉ.

    Outra coisa que os ateus, em geral, não reconhecem é que fazem proselitismo fervoroso de suas crenças. Realmente, sua fé é tão apaixonada que equivale a dos crentes religiosos fundamentalistas.

    Senhores, acalmem-se. O Universo ainda vai nos revelar muitas coisas, não há necessidade de estabelecermos verdades dogmáticas e nem condições racionais para tanto.

    Paz e prosperidade para todos.

    Uma passagem muito interessante de analisar, para quem gosta de uma leitura livre, sem preconceitos:

    João 20: 24-29

  26. #26 Cristianokittie
    on Mar 5th, 2011 at 9:14 pm

    Interpretação e Tradução, mudam muito oque o livro quer dizer, o ideial seria ler o livro na lingua em que ele foi escrito, mas como isso para muitos livros nao é possivel, se nao teriamos que saber todas as linguas do mundo terrestre.
    A interpretação cada um tira a sua propria sobre o livro, filme, peça teatral etc. E a tradução quando se passa de uma lingua para a outra a muita distorção nas palavras, mudanças para ficar com uma narrativa melhor.

    Não critico quem acredita ou não em Deus ou em algum ser superior, unipotente e unipresente, pois quem acredita em Deus critica ferosmente quem não acredita e esquece as palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” que é a Fé que eles pregam no mundo, a do amor, gratidão, caridade etc. E quem não acredita faz piadinhas e escreve algumas ideias e coloca em blogs, jornais etc.

    Não seria melhor quem acredita em Deus tentar passar ao maximo a palavra de Deus para todos (Ateus ou Não). E para os ateus tentar passar a palavra de que depois que acabar aqui acabou, Sem piadinhas.

    O seu texto ficou otimo mas as piadas sobre cristais, extraterresters, tiraram o foco do texto.

    Essa é minha opnião, e alias eu sou espirita, ou pelomenos é a minha crença é o que me motiva a levantar todo dia, sabendo que isso tudo que passo aqui não sera em vão e que tenho tudo que mereço.
    Pois olhar para um cara que ja nasce em berço de ouro e tem tudo mais facil na vida e depois me olhar no espelho e ver que tenho um pai alcolatra e que fica me atazanando mesmo depois que casei e as dificudades que passo. Não seria na minha opnião RACIONALMENTE LOGICO não ter um julgamento, uma outra chance.

    Peço desculpas se te ofendi de alguma maneira.

    Cristianokittie

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