É uma questão recorrente. Marcelo Gleiser, cientista brasileiro, Michael Ruse, Chris Hedges, Terry Eagleton, todos já criticaram o ateísmo “radical”, de uma forma ou de outra. Stephen Jay Gould, paleontologista, escreveu um livro bastante querido entre os “moderados” – embora a batalha que travou por toda a vida contra o obscurantismo criacionista tenha sido responsável, segundo apaziguadores e relativistas de botequim, por perturbar desnecessariamente a paz mundial.
Quando os críticos do ateísmo “fundamentalista” dizem que nós (me coloco no barco para facilitar a argumentação no decorrer do post) não vemos que as narrativas de livros sagrados são apenas mitos, literatura, e como tal devem ser encaradas, eles estão equivocados.
Alguém imagina um ateu tomando a criação do universo tal como se encontra no Gênesis como a narração de um fato histórico? Claro que não. Os ateus mostramos como tais narrativas são ridículas se encaradas como algo além de ficção (mito, metáfora, literatura, boa, ruim – isso fica ao gosto do cliente). Quem não vê tais narrativas como mito é a grande maioria dos crentes – cheque as estatísticas em países islâmicos e cristãos, cheque as estatísticas na Índia.
Infelizmente a religiosidade predominante não é essa moderada que encontramos em cursos de teologia de universidades liberais. Eu moro a poucos metros de uma igreja católica, uma evangélica menor e uma Igreja Universal. Nunca empreendi esse trabalho de campo, mas tenho certeza que aí por 90% dos frequentadores desses recintos se sentirão insultados se você disser a eles que a Bíblia não é mesmo a palavra escrita de Deus, que contém apenas a opinião de homens cheios dos preconceitos de sua época, ou se você disser que a criação do Gênesis é um mito. Tenho certeza disso, mesmo sem empreender a pesquisa, porque converso com várias dessas pessoas, elas pegam ônibus no meu ponto, algumas estudavam nas universidades e colégios onde eu estudei.
Isso posto, como fica o argumento dos críticos do ateísmo dito radical? Fica assim: Mas essas pessoas têm o direito de acreditar no que quiserem, e os ateus têm que respeitar essas crenças.
Errado. Elas têm o direito, claro, mas como essas crenças dizem respeito e afetam os universos social e natural – a evolução das espécies é “só uma teoria” que não diz mais sobre a vida na Terra do que outras teorias; o universo tem apenas alguns poucos milhares de anos; OK, a evolução é um fato, mas ela não ocorre mais e nem ocorrerá no futuro, o homem é o pináculo do processo, em função do qual todo o universo existe; homossexualismo é uma “abominação” anti-natural, gays não estão preparados para adotar crianças; o embrião com menos de 1 mês já é um ser humano plenamente constituído; alguns seres humanos têm o poder de sair do próprio corpo por algumas horas e depois voltar; há uma energia nos cristais que pode curar o câncer; uma sociedade com indivíduos castos ou praticando apenas sexo pós-marital é uma sociedade mais feliz; era possível a uma mulher de séculos atrás gerar um bebê sem ter relação sexual (e um filho homem, sem qualquer participação do cromossomo masculino), homossexuais são potenciais pedófilos, etc. – elas, as crenças, não têm que ser “respeitadas” mais do que respeitamos a crença na benéfica mão invisível do Mercado ou a crença de que os índios são mais puros que o homem branco ou que os negros são naturalmente menos inteligentes que os brancos.
Todas essas crenças (religiosas, políticas, místicas, paranormais, econômicas) que fazem afirmações sobre o mundo social e natural, sobre a psicologia e a fisiologia humanas ou a natureza dos astros, devem ser checadas contra os fatos, contras as evidências disponíveis, contra a lei da probabilidade. Ninguém quer discriminar quem acredite no que quer que seja, apenas não se pode aceitar que um conjunto de crenças esteja à margem da crítica. Pare apenas um minuto para imaginar em que pé estaria nosso nível de entendimento da vida na Terra, do corpo humano, do comportamento humano e do sistema solar se houvéssemos parado respeitosamente ao longo da história a cada vez que a “crença de milhões” aparecesse no meio do caminho, desistindo de checá-la contra as novas evidências coletadas; de fato, desistindo de ir atrás de qualquer evidência – porque, que pouco cortês isso seria, não?
Você não tem no “neo-ateísmo” críticas à crença de um cidadão que esteja convencido, digamos, de que seres invisíveis estão planejando derrubar o teto de sua casa enquanto ele estiver puxando um ronco, e por isso ele tem que dormir na calçada, o que faz. Agora, se esse indivíduo acredita que dormir na calçada viola dogmas de sua crença, e que ademais estará totalmente seguro apenas se expulsar seu vizinho de casa e dormir em sua cama, traga cá sua crença pra gente dar uma checada (e eventualmente soltar uma risada).
Exemplo esdrúxulo sem ligação com a realidade? OK, então vamos a um fato.
Há coisa de uma semana sintonizei à noite na TV Assembleia do Piauí e peguei o trecho de uma entrevista com um médico espírita. Ele divulgava um encontro que ia ocorrer, de médicos espíritas que defendem uma abordagem menos materialista da saúde humana e investimento do Estado em uma medicina que não negligencie a alma. (O blog da Associação Médico-Espírita do Piaui, aqui.)
Aí está. Ir contra a crença dessa gente é questão de salvaguarda dos cofres públicos. Medicina menos materialista? Foi a medicina materialista e reducionista, independente das crenças ou não crenças religiosas de seus praticantes, a principal responsável pelo aumento da expectativa de vida média no planeta de 31 anos no início do século passado para mais de 65 no início deste século. Toda e qualquer vacina só conseguiu ser feita tendo-se em conta a realidade químico-biológica do corpo humano, que é tudo o que basta para explicá-lo, inclusive aquele mais mágico (embora longe de perfeito e ainda pouco explorado) dos órgãos: o cérebro – sabemos, por exemplo, que a epilepsia não é coisa do demônio. Se uma ênfase na alma e no sagrado fosse tão útil à saúde física de uma pessoa quanto um antibiótico qualquer, a expectativa de vida na Inglaterra medieval não teria sido os 20-30 anos que foi. Se você acha que a crença dos que advogam investimento estatal em uma medicina “menos materialista”, enquanto hospitais do SUS ainda caem aos pedaços, deve ser respeitada, paciência. Eu não respeito e peço por obséquio a sua compreensão.
Os religiosos e ateus moderados podem discordar do tom de alguns ateus, mas não podem exigir que crenças totalmente infundadas circulem pela esfera pública com etiquetas de intocáveis. E ajudaria bastante se essas pessoas – religiosos moderados – fossem duros em suas recriminações contra os companheiros fundamentalistas. Isso acontece aqui e acolá, claro (cito o exemplo do amigo pensador selvagem André Egg), mas no geral os moderados são apaziguadores e 1)acabam servindo apenas de escudo humano aos radicais, que quando são criticados, dizem: “Mas veja, você está atingindo a memória de gente como Martin Luther King e Gandhi; e 2)gastam um bom tempo justificando as crenças (e, às vezes, as ações) de seus pares exaltados como um fruto da “incrível diversidade humana” ou algo do tipo, como se a diversidade humana justificasse patentes idiotices e crimes como a mutilação infantil ou a desinformação em massa sobre a eficácia dos preservativos.
Daí, para onde vai o argumento dos críticos do radicalismo ateu?
Geralmente apelam, como Marcelo Gleiser, para a defesa do agnosticismo como algo superior ao ateísmo, que por definição seria “radical demais”, já que é impossível provar a inexistência de Deus (mas esse raciocínio teria que se aplicar também no sentido inverso, não? Ou seja, como não se pode provar nem a existência nem a existência de Deus, todos os religiosos e ateus seriam radicais por princípio! Estranho…). Quer dizer, aqueles religiosos malucos e os nem tanto podem ter crenças mirabolantes, mas você não consegue provar que o Amigo Imaginário deles não existe, consegue?
Novamente, caminho errado. Deus é apenas uma das coisas em que os ateus não acreditam. A maioria das pessoas – atéias ou não – não acredita na existência da maior parte do que não pode ser provado não existir. A começar, no caso dos religiosos, pelos deuses alheios, do passado e do presente. (Por isso que adoro o lema – gratuito? intolerante? – do Humor Ateu: “Você não acredita no deus dos outros? Nós também não”.)
Sou ateu por causa da ausência de evidências. O quê?, ausência de evidência não é evidência de ausência? Concordo. Mas o que pode ser afirmado sem evidência pode ser negado sem evidência, por uma simples questão de saúde mental pública: não temos tempo a perder “desprovando” qualquer afirmação que se apresente sem qualquer base, então simplesmente não acreditamos. É por isso que você que está me lendo é “ateu” em relação a duendes ou urinoterapia ou metempsicose ou vampiros ou zumbis – exceto, talvez, por certo zumbi judeu que subiu aos céus.





on Apr 16th, 2010 at 6:44 am
Texto perfeito!
Nenhuma crença tem o direito de não ser criticada, ou atacada, ou desrespeitada…
Respeitar pessoas, sim! Opiniões, nem tanto…
on Apr 16th, 2010 at 9:09 am
Fala Daniel!
Me amarrei no texto, meu brother!
Os religiosos nos acham radicais, até um crença religiosa oposta vir com uma opinião diferente do que fazer em um determinado caso.
Essa idéia que se deve respeitar crenças é a maior lorota, pq as pessoas não respeitam as crenças alheias. Não respeitam mesmo, principalmente quando não se tem algo em que se apoiar para acreditar em tal.
Crenças devem ser o que são, crenças. Ninguém pode querer mudar a vida dos outros, baseado em suas subjetividades. Isso não é ser radical.
Um exemplo é o Papa com a história da camisinha. Nessa hora, se vivessemos em uma sociedade que governada por líderes religiosos estamos f*$didos e mal-pagos.
A ciência não pede ninguém para abrir a cabeça para aceitar o que ela prova, simplesmente é verdade, comprovada, testada e reproduzida.
Fabenrik
ateu e atoa
PS – Gostaria de fazer um pedido: quando fizemos parceria, eu não tinha um banner estático, mas agora tenho, pode dar uma passadinha lá no Ateu e atoa e colocar no Index (o seu banner já está lá)?
PS(2)- Tenho tbm um projeto chamado Atheist College (O seu banner já está lá desde o início da rede), que é uma rede social e indexadora de blogs (focados no assunto) tbm, tudo ao mesmo tempo, e gostaria de propor uma troca de banners ou links, o que ficar melhor para ti, e o banner do Atheist College tbm está lá no Ateu e atoa. E se quiser fazer uma postagem de divulgação da rede e participar, agradeceria tbm.
on Apr 16th, 2010 at 9:24 am
Richard Dawkins escreveu a Desilusão de deus para criticar os moderados porque a Libaralidade deles impulsiona e incrementa o Fanatismo e o Fundamentalismo.
Estes se justificam utilizando a Declaração dos Direitos do Homem quando esta foi criada exatamente para acabar com a supremacia das religiões como um Todo.
Se esquecem que vivem num Mundo Secular que Combate a Discriminação, Preconceito, Racismo e Homofobia e bancam os relativistas, quando o relativismo é uma Fraude sem precedentes.
São estes “moderados” que se convertem miseralvel e vergonhosamente quando a Velhice chega e o Medo impera em seus Corações porque não gostam de usar o Cérebro.
São a causa de Sermos tratados como Bandidos porque estes são “tão educados” e não entram em conflito apoiando ainda mais o Medo, Terror e a Morte exaltada por todas estas superstições ridículas.
Está na hora destes “seres educados” serem tratados como Inimigos piores do que Todos o Criminosos Genocidas Religiosos.
on Apr 16th, 2010 at 11:58 am
Beleza. Já estou colocando o selo do AA. E ainda hoje darei uma bisbilhotada no teu novo projeto.
Abs.
on Apr 16th, 2010 at 2:31 pm
Gde texto (pra variar)!
Sinto-me cada vez mais poliateísma…
abarço
on Apr 19th, 2010 at 9:09 am
A CPI da pedofilia monta o seu palanque eleitoral (não tenho notícia de nenhum padre ouvido na CPI), os abusos sexuais contra as crianças continuam impunes nas sacristias católicas, o estelionato religiosos utilizando crianças vira moda nos picadeiros das igrejas pentecostais, enquanto isso, a justiça brasileira impede crianças de dar o ar da sua graça na TV. http://www.yubliss.com/blog/5994/post/7300
on Apr 20th, 2010 at 7:08 am
O pessoal está engajado mesmo na divulgação do ateísmo. Estou até me sentindo moderado aqui. Uma dúvida: a maioria dos ateus deve, assim como eu, ter sido batizada e coisa e tal. Algum de vocês já conseguiu a excomunhão? Estava confiante de conseguir a minha, mas o papa anda muito ocupado ultimamente. Inveja de Giordano Bruno, que conseguiu ser excomungado por três religiões (e naquele tempo nem havia tantas opções).
on Apr 20th, 2010 at 12:42 pm
Fui batizado e fiz a primeira comunhão. Mas acho que eles só se preocupam em excomungar pessoas famosas – mesmo que celebridades momentâneas, como a mãe da menina que abortou porque corria risco de morrer ao gerar o filho do padrasto.
on Apr 26th, 2010 at 12:59 am
No blog Humor Ateu fala sobre isso e inclusive existe um modelo de carta redigida para tal.
Segue o link humorateu.blogspot.com
on Apr 26th, 2010 at 1:02 am
Valeu. Vou lá dar uma pesquisada.
on Jul 19th, 2010 at 4:15 pm
Ateísmo:
realmente não temos conhecimento de Deus o suficiente pare podermos provar sua existência, mas a maioria tem o mínimo de sensibilidade para senti-lo, para os que não conseguem senti-lo eu “sinto muito.”
Pois Deus é o todo e esta presente em tudo, sua bondade é infinita até para os ateístas e estará sempre de braços abertos esperando por eles, e da para eles a eternidade para que possam amadurecer e viverem aprendendo conforme as suas próprias obras.
Você acredita naquilo que você faz, isto é o que importa.
Uma coisa é certa ” Sou ateu, Graças a Deus ” Pois quando a coisa ficar muito feia para o seu lado, seu pensamento irá instintivamente procurar por Deus e cairá na real, descerá do pedestal da soberba, sua prepotência curvará-se diante da sua “pequenez”, sua consciência desvendará a sua alma, e você reconhecerá a verdade e a partir dai será muito mais completo.
Deus é consciência que manda você ajudar ao seu próximo trabalhando pelo bem comum, sendo fraco você tenta sufocar a sua própria consciência com coisas fúteis, que o torna infeliz criando assim o seu próprio inferno aqui na Terra mesmo e ainda hipocritamente diz : “Realmente deus não existe” ….se existisse isto não estaria acontecendo comigo.
É ai que você se engana, Deus existe e você esta colhendo o que plantou.
Normalmente os que não acreditam, são os que não querem assumir os seus próprios erros e dificuldades e hipocritamente querem transferirem suas culpas para os outros, não tendo mais à quem culparem resolveram criar o deus do “ acaso” e se passam a cultua-lo tornam-se também religiosos.
Pornografia….Pousar sem roupa ou fazer sexo não é errado, mas, cobrar por isso é prostituição, degrada ao homem rebaixando ha um nível inferior aos dos animais.
Palavrões: geralmente são usados partes do corpo humano relacionadas com a funções reprodutivas ou digestivas, funções essas vitais para uma boa vida humana, por isso mesmo deveriam ser mais respeitadas e jamais serem usadas com a intenção de denegrir um semelhante, devemos também ter a consciência de quanto seria penosa a nossa existência aqui na terra sem termos essas funções funcionando corretamente, devemos ser mais gratos e também respeitarmos aqueles que sofrem por disfunções sexuais e intestinais.
Que todos consigam receber a luz e o amor divinos aprendendo a trabalhar pelo bem comum universal.
on Aug 13th, 2010 at 6:19 am
Eu fui batizado, fiz 1a comunhão, mas não me preocupo em sair disso, já que dizendo que não acredito em deuses, não me sinto na obrigação de me retirar “oficialmente”.
on Aug 13th, 2010 at 6:28 am
Na verdade, é possível provar a inexistência das divindades. Já assistiram filmes, leram livros, etc? Já viram como funciona bem a nossa imaginação?
Já percebarm o que sentimos nas diversas situações da vida, especialmente as difíceis? O desamparo, o medo, a necessidade de explicações para os acontecimentos (por que foi acontecer isso, por que com alguém tão bom, etc?). A quantidade de religiões diferentes (que, ao contrário do que muitos me disseram, NÃO prova que deve existir algo a crer, bem ao contrário), e de explicações para o princípio de tudo (por sinal nenhuma que eu conheça já explicou o princípio de tudo, no máximo da Terra, mas não do resto). O fato de TODA RELIGIÃO E CRENÇA em seres imateriais TER SEMPRE pedidos, oferendas em trocas de graças, apoio de uma entidade superior às nossas próprias forças sobre o universo? E por aí vai. É só somar tudo o que dizem e escreveram as religiões. Somar as desculpas delas pelas incoerências (se Deus deu o mandamento de NÃO MATARÁS, sem nenhuma exceção definida, por que mandou os judeus exterminarem tantos povos que existiam na Terra Santa?). Na real, usar apenas um argumento e outro nem sempre explica alguma coisa, pois a vida é complexa, a humanidade numerosa.
on Aug 13th, 2010 at 6:32 am
Amém!
Pena que o que escrevesse não encontra respaldo na tua própria religião. Sugiro ler mais sobre ela.
Quanto à busca de deus pelos ateus, engraçado como só acontece nas horas de perigo. Isso se chama INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA. Ele nos obriga às piores ações para nos salvar, inclusive sacrificar os próprios filhos.
Essa desculpa é velha, e um dos raros casos de “conversão”, ao contrário da maioria de contradições religiosas.
on Aug 13th, 2010 at 6:35 am
Aliás, alguém sabia que 25 de dezembro é a data de uma festa pagã?
Que grande número de cristãos, assim como muçulmanos, foram convertido à força.
E que a maioria das outras religiões não tentou forçar conversões, havendo mais respeito às crenças locais (ao menos raramente li ou ouvi falarem o contrário).
on Aug 13th, 2010 at 6:38 am
Quanto ao conhecimento sobre Deus para provar sua existência, é só perguntar a ele.
on Aug 13th, 2010 at 7:00 am
Crença é realmente mais um de nossos instintos, com sobrevivência e reprodução.
on Aug 14th, 2010 at 12:46 pm
Que eu saiba, são os religiosos que não conseguem se responsabilizar por suas ações, colocando a culpa no capeta.
on Aug 25th, 2010 at 10:39 am
Deus existe perfeitamente, religiões são visões e entendimento humanos ainda imperfeito, assim como os ateus tambem criaram um deus humanizado de dificil aceitação por quem tem um pouco de bom senso.
tudo de bom
on Mar 1st, 2011 at 3:10 pm
[...] essa discussão acerca de ateísmo radical x moderado, o excelente texto do Daniel Lopes “O problema dos religiosos e ateus moderados com os ateus “radicais”” é importante e merece leitura atenta. Ainda nessa questão, Bruno Cava marca com brilho sua [...]